ORIGEM DO COELHO

 

A verdadeira origem dos Coelhos.

Criar coelhos é uma atividade muito antiga, pois o filósofo Confúcio, já mencionava criações de coelhos na China há 2.500 anos antes de Cristo

A origem do coelho é muito discutida; porém, a maioria dos autores acredita que o coelho doméstico descende do coelho selvagem europeu (Lepus cuniculus). Depois de sua domesticação, surgiu um grande número de raças de diversas cores e pesos. Sua origem geográfica também não é bem definida; que a Península Ibérica - mais precisamente a Espanha - é considerada por alguns como o lugar de origem do coelho, que depois foi introduzido nos outros países. Entretanto, outros afirmam ser o coelho proveniente da Ásia, onde apareceram os primeiros vestígios da espécie. Acredita-se que a partir daí que ele emigrou para a Europa, onde foram encontrados fósseis dessa espécie nas escavações geológicas quaternárias na Bacia do Mediterrâneo.
Alguns autores afirmam ainda que o coelho é originário do Sul da Europa, e que tempos depois apareceu em outros países. Já outros acreditam que o coelho veio do sul da África, de onde passou para a Europa, e em seguida propagou-se com rapidez por todo o Continente.
Quanto à domesticação, conta a História que foram os romanos os primeiros a criar os coelhos, em liberdade, em grandes parques. Já na Idade Média, as primeiras tentativas da domesticação do coelho foram iniciadas nos conventos. Dessa forma, os monges foram os pioneiros na propagação da cunicultura em alojamentos e gaiolas, por toda Europa, principalmente na Bélgica, França, Inglaterra de onde a criação de coelho se espalhou pelo mundo todo.

História

Segundo documentos datados dos séculos XVIII e XIX, egípcios, gregos e chineses já criavam coelhos. Na China, simbolizando a fecundidade em cerca de 1.600 templos, eram sacrificados mais de 30.000 coelhos na primavera, para pedir aos deuses que a terra fosse fecunda como esses animais e no outono, em agradecimento pelo que a terra havia produzido. Para Charles Darwin, Confúcio, o grande sábio chinês, 2.500 anos antes da Era Cristã, já se referia à existência do coelho na China.  
Nas regiões montanhosas da Arábia Saudita, Síria e Palestina, existe um animal muito parecido com o coelho que é conhecido como sphan, o que provavelmente levou os fenícios a denominarem de Sphania - que quer dizer “Costa dos Coelhos” - a região em que desembarcaram (a atual Espanha), devido a quantidade de coelhos que encontraram e que confundiram com o sphan, aquele roedor do oriente.
Em alguns países o coelho já foi considerado uma praga, devido a grande capacidade de se reproduzir, como foi o caso de Roma. Lá, o imperador Augusto teve que enviar seus legionários para combater esses pequenos animais.
Outro caso mais recente aconteceu na Austrália. Ao serem levados para a terra dos cangurus, os coelhos não encontraram inimigos naturais e sim boas condições de clima e alimentação abundante; daí, eles multiplicaram-se rapidamente transformando-se em uma terrível praga. 
 

A importância do coelho na 2º Guerra Mundial
Durante o período da 2º Guerra Mundial, muitos países europeus tinham dificuldades em adquirir carne para o mercado interno. Devido a esse problema, a população foi incentivada a fazer criação de coelho para suprir a sua alimentação. Foi uma ótima solução, graças às características (prolificidade, precocidade e carne de ótima qualidade) desse pequeno animal, que ajudou muitas pessoas.